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EUA
Veículo local, apuração (muito) remota

Começou com o setor de call centers. Ao ligar para o fabricante para tirar uma dúvida sobre algum produto, um consumidor norte-americano tem grandes chances de falar com um indiano, trabalhando na Índia, com um inglês praticamente perfeito e um salário muito menor do que o de um sobrinho do Tio Sam. É o tal do outsourcing.

Agora, esse tipo de terceirização chega ao jornalismo. O site californiano Pasadena Now trocou seus repórteres americanos por indianos, que "apuram" suas matérias por telefone e e-mail - ou, simplemente, dão um "tapa" nos releases recebidos (prática muito comum, a julgar pelo conteúdo do site). Enquanto os jornalistas dipensados recebiam em torno de U$ 2.800,00 por mês, os indianos recebem U$ 7,50 por mil palavras.

Mais detalhes, em português, no post Outsourcing de jornalistas pela web, no blog Internet Buzz, de Sandra Carvalho.

E, em inglês, na coluna de Maureen Dowd, no The New York Times.

Home page do site Pasadena Now - indianos no lugar de americanos, e releases no lugar de reportagens

MERCADO AMERICANO
Apostas no conteúdo para celular

Para este primeiro post, uma dica de leitura: o artigo Handheld Headlines, publicado na edição mais recente da revista American Journalism Review.

Escrito pela professora universitária Arielle Emmett, o texto aborda a aposta dos veículos jornalísticos norte-americanos no conteúdo para celular. "Não importa se os seus dedos são muito grandes para as teclas. Não importa se as letras são horrivelmente minúsculas."

Segundo previsão da empresa Juniper Research, especializada em pesquisas de mercado, o gasto total com publicidade para celular passará de U$ 1,7 bi, em 2008, para U$ 7,6 bi, em 2013.

Para o fundador da MediaStorm, Brian Storm, a "web móvel" vai muito além dos celulares de hoje - ela está mais ligada às possibilidades nascentes da tecnologia sem fio e das "conexões banda larga de terceira geração". O iPhone, por exemplo, atual hit desse mundo de promessas, "mudou a dinâmica do mercado de notícias em mídia móvel", diz Storm.