Spiga

MERCADO BRASILEIRO
Cresce a popularidade dos impressos

Matérias de veículos estrangeiros sobre o Brasil sempre despertam uma certa curiosidade. Nesta sexta (29), o The Editors Weblog publicou um texto sobre essa distante nação exótica, terra da lambada e do Pelé: Brazil: Newspapers gain popularity as readership increases [Brasil: Jornais impressos ganham popularidade com o crescimento do público leitor].

Tradução do primeiro parágrafo do texto:

O sucesso dos jornais impressos brasileiros pode ser resultado de uma economia em crescimento, que melhorou a qualidade da educação e fez crescer uma classe média que quer pertencer ao público leitor das grandes publicações, relata o Readership Institute. O uso de internet se mantém relativamente baixo no país. Então, os brasileiros se voltam aos jornais diários, sua "âncora para o mundo".
O texto segue falando sobre as mudanças feitas pelos jornais brasileiros ao longo dos últimos anos, que "inovaram" ao perceber que estavam perdendo audiência. Cita os exemplos do Globo, da Folha de Sao Paolo (sic) e do Lance!.

Um mundo relativamente próspero para os impressos, bem diferente do que vem ocorrendo nos EUA e nos países europeus. De acordo com a Associação Mundial de Jornais, a venda de jornais cresceu 11,8% no Brasil em 2007, enquanto a média mundial foi de 2,57%. Na Europa, houve uma queda de 1,87% na venda de jornais; na América do Norte, a diminuição chegou a 2,14%.

MINI-CLIPPING :: iPhone
Notícias do aparelhinho da vez

Enquanto são festejadas as vendas do iPhone 3G, a agência Advertising Standards Authority (ASA), reguladora britânica de publicidade, acusa a Apple de enganar os consumidores: como o aparelho não roda Flash nem Java, então não se poderia dizer que ele dá acesso a "todas as partes da internet" (como anunciado em comercial).

Enquanto uma operadora de celulares brasileira cobra R$ 100 pela reserva do aparelho, que chega ao Brasil em setembro, a Apple confirma que o iPhone tem uma falha de segurança.

Vicissitudes da tecnologia...

Texto publicado em 28/08/08 pela Folha Online:

IPhone 3G já supera vendas do original, diz blog especializado

da Folha Online

Menos de sete semanas depois de ser lançado, o iPhone 3G já vendeu mais unidades que a primeira versão do celular, que está no mercado há praticamente 14 meses. Segundo o blog especializado TechCrunch, ambos os aparelhos chegaram à marca de 6 milhões de unidades vendidas cada um --mas a nova versão já ultrapassou esse patamar. (...) texto completo

Texto publicado em 27/08/08 pela Folha Online:
IPhone chega em setembro ao Brasil; Claro cobra R$ 100 para reserva

da Folha Online

A Claro está entrando em contato com interessados no iPhone 3G para anunciar o lançamento do aparelho, marcado para setembro. Os consumidores que desembolsarem R$ 100 poderão reservar o celular --o valor será abatido do preço final e poderá ser devolvido caso o cliente desista da compra. (...) texto completo

Texto publicado em 28/08/08 pelo Portal Imprensa:
Apple confirma falha de segurança no iPhone após descoberta publicada em sites

Redação Portal IMPRENSA

Uma falha de segurança no iPhone, da Apple, foi descoberta pelo blog de tecnologia Gizmodo e um fórum online operado pelo site Mac Rumors. Ambos publicaram que bastavam três comandos para conseguir acessar aparelhos então travados que operam com o recente software iPhone 2.02. O defeito permite que usuários não autorizados obtenham facilmente contratos privados e e-mails que estejam no iPhone. (...) texto completo

Texto publicado em 27/08/08 pelo The Independent:
Apple misled iPhone users over internet capability

By Martin Hickman, Consumer Affairs Correspondent

The iPhone, the latest must-have gadget from Apple, fails to give users complete access to the internet, the Advertising Standards Authority (ASA) rules today.

It said the combined phone, music player and computer is flawed because of the absence of two common website programmes, Flash and Java. As a result, the authority said Apple's claim that the iPhone gave access to "all parts of the internet" misled customers about its power as a web browser. (...) texto completo

MINI-CLIPPING
Amor e ódio pelas "novas mídias"

Texto publicado em 26/08/08 na Folha Online:

Investimento publicitário na internet cresce 45% no primeiro semestre

da Folha Online

A internet foi o meio de comunicação que mais cresceu, percentualmente, em investimento publicitário no Brasil durante o primeiro semestre deste ano. A rede faturou R$ 321 milhões no período, uma alta de 45% em relação ao ano passado. Os dados são do projeto Inter-Meios, que mede o faturamento de empresas de mídia. (...) texto completo

Texto publicado em 25/08/08 na Folha Online:

"Éramos felizes e não sabíamos", diz diretor da Globo sobre novas mídias

DIÓGENES MUNIZ
enviado especial da Folha Online ao Rio

A multiprogramação na TV digital não é uma opção para a Rede Globo, pois não trará mais anunciantes. A afirmação é do diretor de engenharia da emissora carioca, Fernando Bittencourt. Segundo o executivo, que debateu o assunto no Rio, os radiodifusores sentem saudades do tempo em que não havia ameaça das novas mídias ao seu modelo de negócios. (...) texto completo

INOVAÇÕES
Estadão :: Projeto Vereador Digital

Boa iniciativa do Estadão: uma área em seu site com perfis e vídeos dos candidatos a vereadores na capital paulista. O projeto Vereador Digital faz parte do Especial Eleições 2008. Com um sistema de buscas bem simples, traz esclarecimentos sobre as funções de um vereador e informações básicas sobre cada um dos candidatos - entre elas, declaração de bens e site oficial.

INOVAÇÕES
Site tenta "calcular" credibilidade de notícias

O internauta lê uma notícia, pensa um pouco (ou não) e clica no botão "credit article" (artigo confiável) ou no botão "discredit article" (artigo não confiável). O mesmo pode ser feito para o autor e o veículo-fonte do material. Depois, a opinião desse usuário se junta à de outros internautas, um algoritmo [o que é algoritmo?] faz alguns cálculos, e voilà: o texto/autor/veículo ganha uma nota e ocupa seu lugar num ranking de credibilidade.

É basicamente esse o princípio do site NewsCred, agregador de notícias lançado recentemente em versão beta.








>>> Exemplo de quadro que mostra a credibilidade de um veículo. Aqui, a
Vanity Fair aparece como "confiável", com nota 99,8 - mil votos de confiança e dois de descrédito.

Um texto de lançamento e apresentação publicado no dia 19 de agosto diz que, "ao aplicar o conceito de 'sabedoria das multidões', o NewsCred fornece aos leitores uma plataforma para exprimir a sua opinião sobre a credibilidade das notícias e permite ao consumidor de notícias concentrar-se apenas em notícias confiáveis, enquanto as notícias tendenciosas ou imprecisas são filtradas". Será?

O jornalista Jason Kincaid, em texto publicado no blog TechCrunch, faz uma crítica pertinente ao novo site: segundo ele, a implementação do algoritmo parece falha, e mesmo a possibilidade de se criar um sistema de avaliação com essas pretensões é questionável. Afinal, credibilidade é algo muito difícil de se mensurar.

De qualquer forma, diz Kincaid, o NewsCred pode ser bem-sucedido, pois funciona como um agregador de notícias simples e intuitivo.

MINI-CLIPPING
Consumo de informação na web:
a vez da "cultura da exigência"

Texto escrito pelo jornalista Carlos Castilho e publicado no Observatório da Imprensa em 21/08/08:

Mudança de hábitos de leitores gera novo desafio para as redações

Postado por Carlos Castilho em 21/8/2008 às 7:37:01 PM

Uma pesquisa que acaba de ser divulgada pelo instituto Pew Research Center for the People and the Press mostra que os consumidores de informações já não consomem passivamente as notícias publicadas pela imprensa e adotam cada vez mais uma postura investigativa e seletiva. (...) texto completo

NOVAS TECNOLOGIAS
TouchScreen em questão

A Rede Globo tem apostado nos novos e badalados telões sensíveis ao toque. A julgar pelo uso quase sempre dispensável [vide Fantástico] e pelos problemas apresentados por essas telas, a opção da Globo vai mais pelo exibicionismo do que pela utilidade do novo equipamento.

Um vídeo postado no YouTube mostra a dificuldade de Mylena Ciribelli em operar um desses telões:



O sociólogo norte-americano Michael Schudson, que estuda as práticas da imprensa, diz que os jornalistas tendem à auto-glorificação. No livro The Sociology of News, Schudson afirma que os repórteres de televisão inserem falas de especialistas nas matérias principalmente para certificar seu próprio esforço, acesso e "conhecimento superior".

Parece que essa teoria pode ser estendida também às novidades da informática. Para a grande mídia, vale mais mostrar sua participação na vanguarda tecnológica - ainda que ela renda risadas e uma certa vergonha alheia - do que transmitir informação da melhor maneira possível.

VIGILÂNCIA NA WEB
Da "cultura da liberdade" à "cultura da permissão"

Em entrevista ao Monitor de Mídia, projeto da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), o sociólogo Sérgio Amadeu da Silveira comenta e critica alguns dos artigos do projeto de lei que regulamenta certas práticas na web.

Se aprovado, o projeto criará um "estado de vigilantismo", afirma Silveira. O sociólogo critica a intenção de se criminalizar o compartilhamento de arquivos (P2P) e de se atribuir aos provedores a tarefa de "vigiar" os internautas.

"Este projeto reúne os interesses da comunidade de vigilância, dos banqueiros e da indústria de copyright, principalmente da Motion Picture Association of America (MPAA) e da Recording Industry Association of América (RIAA). Tem a clara intenção de substituir a cultura da liberdade, que prolifera na rede, pela cultura da permissão."
[Sérgio Amadeu da Silveira, em entrevista ao Monitor de Mídia]
A entrevista está disponível para leitura no site Observatório da Imprensa: O controle da internet é necessário?

MINI-CLIPPING
Jornalistas em crise

Por ter de atuar em várias funções, o jornalista passa por uma crise de identidade no contexto multimídia. A tese é do professor Roberto Heloani, da Fundação Getúlio Vargas, que expôs algumas de suas idéias no 33º Congresso Nacional de Jornalistas (CNJ), realizado em São Paulo (SP).

Mais detalhes em texto publicado nesta quinta (21), no Portal Imprensa:


Realidade multimídia é perversa com jornalistas, diz psicólogo no 33º CNJ

Por Érika Valois/Redação Portal IMPRENSA

A questão das relações de trabalho dos jornalistas e as mudanças do mercado foram assuntos abordados no painel "O jornalismo e as transformações do mundo do trabalho", apresentado nesta quinta-feira (21), como parte da programação do 33º Congresso Nacional de Jornalistas (CNJ), realizado em São Paulo (SP), pela Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) e pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo (SJSP), de 20 a 24 de agosto. (...) texto completo


JORNALISMO "CIDADÃO"
Allvoices.com oferece dinheiro por conteúdo que tenha grande audiência

Como estimular os usuário de um site de jornalismo "cidadão" [o que é isso?] a publicar mais histórias inéditas e atrair audiência? Dinheiro? Talvez.

O site Allvoices.com começou a testar um "programa de incentivo", que prevê o pagamento de U$ 1.000 por matérias que obtenham mais de 100 mil page views dentro dos próximos seis meses, tempo que vai durar o "experimento"; para quem conseguir mais de 1 milhão de visitas, o prêmio será de U$ 10 mil.

A fundadora do site, Amra Tareen, diz que pretende retomar o programa quando o site estiver "mais bem estabelecido", segundo texto de Jeff Bercovici publicado no site Portfolio.com.

"Alguns trocados podem fazer uma grande diferença, dependendo de onde você está", diz Tareen. Para ela, você pode estar em qualquer lugar do mundo. A idéia é justamente tornar o Allvoices.com, criado em abril de 2007, em uma grande comunidade internacional de compartilhamento de notícias.

Para postar conteúdo, é preciso se registrar no site. Segundo texto na área About us do Allvoices, o material enviado por usuários não passa por edição, e sua "relevância" é calculada por um sistema automatizado. Antes de se registrar no site e postar conteúdo, recomenda-se a leitura dos termos de uso.

SOLUÇÕES GRÁFICAS
NSF produz infográfico sobre história da internet

A National Science Foundation (NSF), agência governamental norte-americana, publicou em seu site um infográfico sobre o nascimento e o desenvolvimento da internet, dos anos 60 à década de 2000. O material destaca, claro, a participação da NSF nesse processo.

O conteúdo (em inglês) é composto por textos, imagens e vídeos. Para quem tem conexão lenta ou passa por um período clean e/ou nostálgico, há a opção de visualizar o conteúdo apenas em texto, incluindo a transcrição dos vídeos.

A NSF teve papel decisivo na criação da internet. Na década de 80, a agência criou a rede NSFNET, que integrou supercomputadores de cinco centros de pesquisa norte-americanos.

"Se você ler sobre a história da internet neste momento, o Departamento de Defesa americano leva todo o crédito. O que fizemos na NSF foi levar a tecnologia deles para fora dos laboratórios militares", declara o ex-diretor de computação científica avançada da NSF, John Connoly, no vídeo "NSFNET is born".

MINI-CLIPPING :: Congresso ANJ
Por uma imprensa multimídia

Texto publicado em 19/08/08 no Portal Imprensa:


Jornais estão aquém das necessidades do consumidor moderno, diz Earl Wilkinson, diretor da INMA

Por Ana Luiza Moulatlet/Redação Portal IMPRENSA

"Jornais não podem ser definidos como algo feito em papel. Devem ser definidos pelo conteúdo - notícias. Todos temos de nos tornar independentes quanto ao método de distribuição. Temos de ser tão fortes na Internet, na TV e em rádio quanto somos em papel impresso". (...) Texto completo


MINI-CLIPPING :: Congresso ANJ
Presente e futuro da imprensa

Texto publicado em 18/08/08 no Observatório da Imprensa:


CONGRESSO DA ANJ
Jornais, o passado e o futuro

Por Alberto Dines em 18/8/2008

Está sendo badalado como o "o mais importante evento da indústria jornalística brasileira". Logo se imagina que o 7º Congresso Brasileiro de Jornais, que começa na segunda-feira (18/8), em São Paulo, deverá comemorar os 200 anos da criação da imprensa brasileira apresentando-a como a instituição que impulsionou decisivamente o desenvolvimento cultural e político do país.

Nada disso: os 800 inscritos no evento querem discutir como serão os jornais no ano 2020 e como será a "A (re)construção do jornal para a era digital". Ora, reconstrução faz supor que algo foi destruído. Os jornais, porventura, foram destruídos? Em caso positivo, quem ou o que os prejudica? (...) texto completo



Texto publicado no Portal Imprensa em 18/08/08:


Concorrência da internet não afeta circulação de jornais no Brasil

Por Ana Luiza Moulatlet/Redação Portal IMPRENSA

Enquanto o jornalismo tradicional nos Estados Unidos e em outros países desenvolvidos passa por um sério período de crise, com queda acentuada nos números de exemplares em circulação, demissões em massa e diminuição dos leitores, a circulação dos jornais nos países emergentes, como Brasil, Índia e China, cresce de maneira surpreendente.

Seria esse um argumento para os meios de comunicação brasileiros não se preocuparem com a rápida disseminação da Internet já que, só no ano passado, a circulação dos nossos jornais aumentou 12%? De acordo com um debate na manhã desta segunda-feira (18), no 7º Congresso Brasileiro de Jornais, promovido pela ANJ (Associação Nacional de Jornais), a resposta é não. (...) texto completo


SOLUÇÕES
CNN.com lança ferramenta que
fornece histórico de narrativas

A CNN.com lançou neste mês a ferramenta Back Story, espécie de um "veja o que já foi publicado sobre" mais elaborado. O recurso traz uma seqüência de quadros em flash que exibem as notícias e reportagens publicadas sobre um determinado assunto. A transição é simples, comandada por uma barra em que o usuário avança ou retorna entre títulos e chamadas, organizados em ordem cronológica.

A julgar pela primeira aplicação da ferramenta (Anthrax Investigation), não se trata de algo muito inovador. O NYT.com tem feito coisas mais interessantes a partir de linhas do tempo, como no especial sobre os cinco anos de invasão do Iraque e no quadro de medalhas olímpicas em flash.

De qualquer forma, a ferramenta da CNN é uma boa alternativa às listas sem graça de títulos e links para matérias passadas em seções do tipo "leia mais sobre...". Além disso, parece simples o suficiente para ser utilizada com regularidade, e não apenas em especiais que demandam horas e horas de elaboração.

Um post publicado no blog Behind the Scenes - An Inside Look at CNN.com dá a entender que o a escolha do conteúdo a ser disponibilizado pela ferramenta será feita pelos editores, e não por algum dispositivo automático.

Mais um exemplo que mostra como o jornalismo pode se valer dos recursos da web para facilitar a conexão entre conteúdos e narrativas - começando, anos atrás, pelo bom e velho hyperlink.

INTERNET NO BRASIL
Analista do Ibope fala sobre o uso da web no país

A Revista Carta Capital publicou, neste mês, uma entrevista com o diretor de análise de mercado do Ibope Inteligência, Marcelo Coutinho [disponível online]. O especialista fala sobre a possível existência de um "jeito brasileiro" de se acessar e navegar na web.

Algumas características desse "jeito brasileiro": grande número de acessos em lan houses, crescimento impulsionado pela queda nos preços dos equipamentos e transformação do computador em eletrodoméstico, alternativa aos lazeres mais caros e "máquina de construir relacionamentos".

"(...) essa maneira comunitária, colaborativa do brasileiro de usar a rede é a 'grande história' da internet no País. Mais uma vez: quantitativamente, o fenômeno é impressionante, mas é no qualitativo que ele pode fazer a diferença."
[Marcelo Coutinho, em entrevista à Carta Capital]

Mudanças na micro-estrutura do poder
Marcelo Coutinho vê, na popularização do acesso à internet, o "começo do fim da era dos discursos". "Neste exato momento, o poder econômico, o poder intelectual, o poder da imprensa tradicional, estão em cheque com a Web 2.0", diz.

"Eu, como professor na pós-gradução, também sofro com isso, venho com uma aula preparada, com um discurso preparado, para transmitir aos alunos. Isso daria certo 5, 10 anos atrás. Hoje em dia, eu começo a falar sobre um assunto, apresento dados e os alunos começam a me confrontar, 'não é bem assim, professor, esses dados que você está citando foram atualizados ontem, eu li em um blog, e os seus já não fazem sentido'."
[Marcelo Coutinho, em entrevista à Carta Capital]

Para o entrevistado, é improvável que a imprensa de papel desapareça tão cedo. É principalmente o modelo de venda de espaço publicitário ("quadradinhos" no "latifúndio" das publicações) que, aposta Coutinho, estaria próximo do fim.

E, por falar em publicidade, Coutinho critica a tradicional ênfase nos números de audiência, a grande moeda de troca dos veículos jornalísticos.

"Não adianta, a audiência já ficou para trás, ela não é mais tão relevante assim, é querer medir o novo com a régua antiga, da publicidade massificada, de quantidade. É muito mais importante medir a influência que tem uma determinada notícia, um determinado post, uma determinada comunidade em uma rede social."
[Marcelo Coutinho, em entrevista à Carta Capital]

MINI-CLIPPING
Popularidade das redes sociais

Texto publicado em 13/08 no Portal Imprensa:

Blog analisa popularidade dos principais sites de relacionamento no mundo

Por Adriana Douglas / Redação Portal IMPRENSA

Diante do uso mundial de redes sociais na internet, o blog sueco Royal Pingdom promoveu uma pesquisa, baseada em dados coletados no Google Insight for Search, para descobrir em quais países o MySpace, Facebook, Hi5, Friendster, LinkedIn, Orkut, Last.fm, LiveJournal, Xanga, Bebo, Imeem e Twitter são mais populares. (...) matéria completa

INOVAÇÕES
Coleção de narrativas multimídia

Esqueça o "interactive" do título. As narrativas multimídia listadas no site Interactive Narratives podem não ser exatamente interativas (aliás, o que é interatividade?), mas inovam nas formas de se contar uma história na internet. Se não inovam, ao menos tendem a levar as possibilidades de texto-imagem-vídeo- áudio-espero-que-você-tenha-uma-conexão-velozíssima ao limite.

O site foi criado em 2003 pelo jornalista Andrew DeVigal, atual editor multimídia do "The New York Times", em parceria com a Online News Association. Em entrevista publicada no Poynter Online, DeVigal diz que adicionava ao banco de dados do site projetos online que o impressionassem em termos de narrativa, design, apresentação e inovação.

Recentemente o Interactive Narratives passou por uma reforma, e DeVigal não é mais o único a selecionar material para o site. Agora, os usuários podem se registrar, cadastrar conteúdos e avaliá-los (no tradicional sistema das cinco estrelinhas clicáveis).

Duas "narrativas" entre as mais bem avaliadas (highest rated) que merecem destaque (e visita):

Six Billion Others

Projeto do fotógrafo francês Yann Arthus-Bertrand, o site traz testemunhos de pessoas comuns colhidos em várias partes do mundo. Os vídeos são curtos, com a imagem sempre semelhante à de uma foto 3x4. Os entrevistados respondem a perguntas como "Qual o seu maior medo?", "O que é o dinheiro para você?".

Sugestão: antes de assistir aos vídeos, leia o editorial escrito por Arthus-Bertrand, no link "The Project".

Iraq 5 Years In

Do "The New York Times". O site reúne textos, imagens e vídeos sobre a Guerra do Iraque, de janeiro de 2002, quando George Bush declarou o Iraque como parte do "Eixo do Mal", a março de 2008, quando o Pentágono informou que 4.000 norte-americanos haviam morrido no conflito/invasão. O conteúdo está organizado em uma linha do tempo.

WEB LITERÁRIA
O blog de George Orwell

E eis que surge um blog póstumo do escritor George Orwell: http://orwelldiaries.wordpress.com/, publicado pela organização The Orwell Prize.

"Começando em 9 de agosto de 2008, os diários pessoais e políticos de Orwell (de 9 de agosto de 1938 a outubro de 1942) serão postados em tempo real, exatamente 70 anos após as notas terem sido escritas", anuncia a seção "About" do blog.

O post mais recente, escrito por Orwell no Marrocos:

12 de agosto
Muito calor pela manhã. Durante a tarde, tempestade repentina e chuva muito forte. A cerca de 50 jardas do portão, a estrada e a calçada ficaram cobertas por cerca de um pé de água depois de apenas uma hora e meia de chuva.
As amoras começam a ficar avermelhadas.


Um alívio saber que um gênio da literatura não se faz apenas de escritos brilhantes. E uma surpresa saber da vocação de Orwell para moço do tempo (piadinha infame, sei).

A tempo: já existe uma versão do blog em português. Diários de Orwell é atualizado pela fã "Lomáááááine".

BLOGS
"Burocratização" dos blogs?

"Profissionalizar" é criar rotinas. Criar rotinas é burocratizar? Embora não seja essa a indagação central do artigo How Popular Blogs Get Bureaucratized, publicado no site Poynter Online por Paul Bradshaw, talvez valha como uma questão de fundo.

Bradshaw parte de sua leitura do capítulo The Routines of Blogging, do livro Making Online News, para discutir a velha questão dos "blogs profissionais" (que seriam jornalismo? - outra velha questão). O capítulo, escrito por Wilson Lowrey e John Latta, afirma que "quanto mais um blog se torna relevante em termos de audiência e influência, mais a sua rotina de produção se assemelha à dos jornalistas profissionais". Para Bradshaw, uma constatação decepcionante - os blogueiros não estariam, então, inovando e experimentando novas formas de trabalho?

No último capítulo de seu texto, depois de apontar algumas inconsistências na argumentação dos autores, Bradshaw destaca que não se pode esquecer que há inúmeros (a imensa maioria, aliás) blogueiros desconhecidos, "não profissionais". "Os blogs são diferentes da grande mídia principalmente por existirem muitos que são menos [ou nada] populares - algo que a economia da velha mídia nunca permitiu." Ufa!

Mas, retomando... "Profissionalizar" é criar rotinas. Criar rotinas é burocratizar?

SOLUÇÕES GRÁFICAS
NYT.com :: Quadro de medalhas em flash

(fonte: Plantão Info)

O site do jornal "The New York Times" traz um quadro de medalhas em flash que mostra os resultados de todas as Olimpíadas da Era Moderna. É possível ver os resultados ordenados numa espécie de mapa-mundi (geographical view), divididos por países, e "passear" pela linha do tempo.

Segundo nota publicada pelo Plantão Info, o site mantém os resultados dos jogos de Pequim atualizados em tempo real.

O mapa-mundi segundo as medalhas da Olimpíada de Moscou (1980), boicotada pelos EUA:
E o mapa-mundi segundo as medalhas da Olimpíada de Los Angeles (1984), boicotada pela União Soviética:

MERCADO AMERICANO
Apostas no conteúdo para celular

Para este primeiro post, uma dica de leitura: o artigo Handheld Headlines, publicado na edição mais recente da revista American Journalism Review.

Escrito pela professora universitária Arielle Emmett, o texto aborda a aposta dos veículos jornalísticos norte-americanos no conteúdo para celular. "Não importa se os seus dedos são muito grandes para as teclas. Não importa se as letras são horrivelmente minúsculas."

Segundo previsão da empresa Juniper Research, especializada em pesquisas de mercado, o gasto total com publicidade para celular passará de U$ 1,7 bi, em 2008, para U$ 7,6 bi, em 2013.

Para o fundador da MediaStorm, Brian Storm, a "web móvel" vai muito além dos celulares de hoje - ela está mais ligada às possibilidades nascentes da tecnologia sem fio e das "conexões banda larga de terceira geração". O iPhone, por exemplo, atual hit desse mundo de promessas, "mudou a dinâmica do mercado de notícias em mídia móvel", diz Storm.