Spiga

THE BOBs
O lugar político do vencedor Generación Y

O blog Generación Y, escrito pela cubana Yoani Sánchez, foi escolhido como melhor weblog pelo júri do concurso internacional The BOBs, promovido pela rede alemã Deutsche Welle.



O blog de Yoani, que traz detalhes do dia-a-dia da população cubana, se destaca pela qualidade dos textos e pela maneira como os posts entram no ar. Como a internet residencial não é permitida aos habitantes da ilha, Yoani escreve seus textos em casa e os coloca em um pen-drive. Então, em algum hotel ou cybercafé, ela os envia aos seus amigos residentes em outros países, que colocam os posts no ar.

Como o acesso é muito caro (entre 7 e 8 dólares a hora), Yoani precisa aproveitar bem seu pouco tempo online. Em entrevista ao iG no ano passado, ela diz ter se tornado "especialista em aproveitar ao máximo" seus minutos na internet.

A blogueira Yoani Sánchez >>>

Não há como separar o blog Generación Y do posicionamento de sua autora diante do regime cubano. Ela, que defende a expansão da liberdade de expressão em Cuba, afirma não seguir nenhuma tendência política e diz se posicionar além da divisão entre direita e esquerda.

Nunca militei numa organização política, nunca, e não creio ter uma direção, uma linha política clara. Isso é algo que a pós-modernidade trouxe, também. Antes, era muito fácil definir as pessoas, os processos, como de esquerda ou de direita. Hoje, já não está tão claro.

Acho que uma das características deste momento é que já não é tão fácil dizer se alguém é de esquerda ou de direita. Eu, pessoalmente, não defino politicamente a mim mesma.

Yoani Sánchez, em entrevista ao jornalista Mauro Malin, publicada em junho de 2008 no site do Museu da Pessoa.

Em junho deste ano, Fidel Castro criticou os jovens admiradores e seguidores de Yoani Sánchez. "O grave não são as afirmações divulgadas imediatamente por meios de comunicação do imperialismo, mas sua difusão como instruções reservadas. O pior é a existência de jovens cubanos que pensem assim", declarou Fidel, segundo notícia publicada pelo Estadão.

Considerada uma personalidade fora de Cuba (Yoani é uma das 100 personalidades do ano segundo revista Time), ela é praticamente uma desconhecida na ilha, onde o acesso ao blog Generación Y está bloqueado. No post ¿Qué más se puede pedir?, em que comenta a premiação, Yoani escreve: "Pues sí, hay mucho que me falta todavía. No son precisamente premios, sino derechos largamente postergados, como el de poder ser leída dentro de mi propio país".

Entre os blogs considerados os melhores pelos internautas no The BOBs, Generación Y ficou em segundo lugar. Em primeiro está o blog chinês de divulgação científica Science Guru.

Como melhor weblog em português, venceu o Querido Leitor, de Rosana Hermann. Com um índice de atualização impressionante, o blog se define como "especializado em generalidades".

Veja alguns dos sites vencedores do The BOBs:

The BOBs - Ganhadores do prêmio do júri:
The BOBs - Ganhadores do prêmio dos usuários:

MINI-CLIPPING
Santa Catarina, Mumbai e as novas mídias


Post publicado nesta sexta (28) no blog idéia 2.0, da conferência Digital Age 2.0, fala sobre o uso de ferramentas como blogs e Twitter por cidadãos e jornalistas em Santa Catarina (vitimada pelas enchentes) e Mumbai (cidade indiana onde aconteceram atentados terroristas):

Santa Cataria e Mumbai: o Twitter na linha de frente jornalística

(...)
Os casos Santa Catarina e Mumbai, ainda que de maneira amarga, fecham um ano que comprovou como as ferramentas de integração (e o Twitter ocupa um lugar de destaque) funcionam como canais diretos de informação com conteúdo produzido por quem vive a situação noticiada, não apenas pelo repórter que não chegou a tempo de sentir o calor da ação.
Texto completo

VÍDEO
Youtube :: Tela maior e Festival do Minuto

Uma novidade: o Youtube aumentou o tamanho da tela de exibição dos vídeos.

Uma sugestão: vale visitar o canal do Festival do Minuto no Youtube - http://br.youtube.com/festivaldominuto. Boas idéias que carregam rapidinho no computador. Como norDestino, de Rodrigo Barros:

JORNALISMO CIENTÍFICO
O reinado do press-release

Jornalistas e veículos que cobrem ciência estão sofrendo de um problema de dependência. A substância viciante: press-releases, textos produzidos por assessorias de imprensa cada vez mais próximos do que se espera de uma matéria ou de um texto final. Um prato cheio para as redações com poucos funcionários e um bolo enorme de trabalho.

O tema é abordado pela jornalista Cristine Russell no texto Science Reporting by Press Release - An old problem grows worse in the digital age, publicado no site da revista Columbia Journalism Review. É a velha história: na era da internet, a periodicidade dos veículos se dissolve; é preciso atualizar as páginas minuto a minuto; há pouca gente para isso; copia-se o release, afinal, que está bem feitinho. Ufa! Conteúdo no ar.

Ou, então, o redator reescreve um pouco o texto e não entrevista ninguém. Pega algumas aspas do release mesmo. E agora? Coloca um "segundo texto divulgado pela assessoria de comunicação do instituto X"? Ahn... Pode pegar mal. Que problema há em deixar as aspas como estão? Que mal haverá se não estiver claro que eu não entrevistei o dono das aspas? Deixa assim.

Segundo Cristine e outros críticos ouvidos por ela, há, sim, um problema. Um problema ético, pois ao omitir a fonte do leitor, o jornalista toma o trabalho feito pela assessoria para si. E quem garante que a fonte disse aquilo mesmo? O assessor pode até ser uma pessoa muito confiável, mas o princípio do jornalismo ainda é a checagem - cuja motivação é a desconfiança constante.

Mas quando há muito trabalho para pouca gente, é difícil mesmo apurar tudo por conta própria. E falar continua sendo muito fácil...

MINI-CLIPPING
Abril fornecerá conteúdo gratuito para provedores

Do Portal Imprensa, em 18/11/08:

Abril Digital oferece conteúdo gratuito para provedores de internet

Por Ana Luiza Moulatlet/Redação Portal IMPRENSA


A Abril Digital, empresa do Grupo Abril focada em segmentação de conteúdo, acaba de anunciar que disponibilizará conteúdo gratuito para provedores de internet. Em parceria com a Abranet (Associação brasileira dos provedores de acesso, serviços e informações da rede internet), o projeto consiste em fornecer conteúdo diário e atualizado aos provedores interessados. (...) texto completo


MINI-CLIPPING
Brasil é segundo em acesso a redes sociais

Da Folha Online, em 20/11/08:

Brasil se torna o segundo país em acesso a redes sociais

da Folha Online

O Brasil ultrapassou o Reino Unido e se tornou neste ano o segundo país em acessos a redes sociais no mundo. De acordo com dados da consultoria comScore, o Brasil fica atrás apenas do Canadá, em termos percentuais, levando em conta os países com mais de 10 milhões de usuários mensais de internet. (...) texto completo

INOVAÇÕES
Google "rastreia" surtos de gripe nos EUA

O Google lançou neste mês a ferramenta Google Flu Trends, que rastreia expressões de busca relacionadas à gripe ("sintomas", "gripe", "termômetro" etc.) e, com base nelas, gera mapas e gráficos capazes de apontar a distribuição de casos e surtos da doença.

Encontramos uma forte relação entre o número de pessoas que pesquisam por tópicos relacionados à gripe e o número de pessoas que realmente têm sintomas da doença. Claro que nem toda pessoa que pesquisa por "gripe" está doente, mas surge um padrão quando se juntam as queries de pesquisa ligadas à gripe em cada estado e região. Comparamos nossos resultados de pesquisa com dados do sistema gerido pelos Centros para Prevenção e Controle de Doenças (CDC) e notamos que certas expressões de busca tendem a ser mais freqüentes exatamente quando há uma temporada de gripe. Contando o número de vezes que aparecem essas expressões, podemos estimar como a gripe está circulando em várias regiões dos Estados Unidos."
Parágrafo do texto "How does this work?", do Google

Segundo matéria do The New York Times, traduzida e publicada pelo UOL Mídia Global, testes apontam que a ferramenta é "capaz de detectar surtos regionais de gripe uma semana a 10 dias antes de serem informados pelos Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC)". Para rastrear os surtos de gripe, essas instituições recorrem a vários métodos - entre eles, a observação de pacientes por um grupo de 1.500 médicos, que colhem dados e os repassam aos Centros.

Segundo especialistas ouvidos pelo NYT, a ferramenta pode "ajudar a acelerar a resposta de médicos, hospitais e autoridades de saúde pública a uma temporada mais grave de gripe".

Gráfico e mapa gerados pela ferramenta Google Flu Trends.
No Mississippi, "flu activity" moderada em 16 de novembro de 2008.

APURAÇÃO
Adolescentes como fontes de informação

Quando é legítimo recorrer a menores de idade como fontes de informação para uma matéria? Quando é inoportuno? Quando é irresponsável?

O tema é polêmico e, infelizmente, não existem muitas respostas prontas, como mostra o texto Reading, writing and reporters, publicado hoje (17) pelo ombudsman do The New York Times. Quando a repórter Jodi Kantor, do veículo nova-iorquino, enviou mensagens no Facebook para adolescentes de 16 e 17 anos pedindo "dicas" para um perfil de Cindy McCain, muitos pais ficaram revoltados.

Kantor argumenta que ela não estava solicitando declarações dos adolescentes, mas apenas pedindo que eles indicassem pessoas que pudessem falar sobre Cindy - talvez os pais de alunos que freqüentassem a mesma escola que a filha do casal McCain. Mesmo assim, a opinião do ombudsman, Clark Hoyt, é de que Kantor errou ao enviar as mensagens. "Eu não as enviaria. Os repórteres precisam ser especialmente cuidadosos em recorrer a menores sem o conhecimento de seus pais. Quando se trata de notícia quente [breaking news], isso nem sempre é possível, mas não era o caso", escreve.

Em outra situação descrita por Hoyt, um repórter do NYT conseguiu, quase acidentalmente, o depoimento de um garoto de doze anos que havia sido testemunha de um crime cometido por policiais. O pai do garoto, segunda testemunha do caso, recusou-se a falar, mas não fez objeções à conversa do jornalista com seu filho.

A equipe do jornal verificou as informações com uma fonte na polícia. Decidiu, então, usar apenas o que foi confirmado e não dar o nome do garoto na matéria. "Eu teria feito o mesmo", declara o ombudsman. "O menino era uma testemunha independente em um acontecimento de inegável interesse público. Embora o pai não tenha dado permissão para falar com ele, os editores se certificaram de que ele sabia que seu filho havia sido entrevistado e de que ele não fizera objeções a isso."

Segundo Hoyt, é importante sempre ter em mente que crianças e adolescente não têm experiência de vida suficiente para entender o que pode acontecer quando falam a um jornalista.

Guia online
O site da Rede Andi Brasil disponibiliza um guia para jornalistas que cobrem temas envolvendo crianças e adolescentes. O material aborda algumas questões jurídicas e orienta sobre uso de imagens, necessidade de permissão e terminologia adequada.

CONTEÚDO
O legado do Napster

Matéria da Associated Press informa que, segundo um estudo da empresa Attributor Corp., a audiência de cópias não autorizadas de conteúdo é 1,5 vez maior do que nos sites originais.

Em outras palavras: senhor publisher, há menos gente lendo (ou vendo) seu conteúdo no seu próprio portal do que em sites e blogs que simplesmente copiam e colam esse mesmo conteúdo - sem a sua permissão.

Mas já que você não pode vencê-los, junte-se a eles. Melhor: lucre com eles. Segundo a Attributor Corp., o "problema" pode se tornar uma "oportunidade de ouro" se as empresas conseguirem associar anúncios a esses conteúdos. Como isso seria feito, não se explica.

Segundo o texto da AP, é do interesse da Attributor convencer os veículos de que existe essa possibilidade. O argumento da empresa é de que, para conseguir um aumento na receita, as organizações jornalísticas precisarão primeiramente identificar e contabilizar os distribuidores ilegais de seu conteúdo. E a ferramenta para isso seria justamente o software da Attributor, que rastreia essas cópias "clandestinas".

RÁDIO
Grande reportagem sobre os chimpanzés da Guiné

(Fonte: Ponto Media)

Num mundo de tantas imagens, ouvir uma boa e original reportagem de rádio restitui à simplicidade sua importância. E descansa os olhos.

A matéria Dari, Primata como Nós, com reportagem de Carlos Vaz Marques e sonorização de Alexandrina Guerreiro, foi produzida para a rádio portuguesa TSF e recebeu um prêmio de jornalismo científico, concedido pela Fundação Ilídio Pinho.

TELEVISÃO
O repórter pseudo-holográfico da CNN

Fiquei impressionada quando vi, no Youtube, o suposto uso de um holograma ao vivo na CNN. Ao que tudo indicava, a emissora havia conseguido projetar no estúdio, tridimensionalmente, o corpo de uma repórter que estava a milhas de distância dali.



Mas o "repórter holográfico" não era exatamente um holograma. A imagem da jornalista não estava sendo reconstituída em 3D no estúdio. Várias câmeras captavam imagens da repórter, que depois foram remontadas e sobrepostas à imagem do estúdio por computador.

Pela TV, o telespectador tinha a impressão de estar diante de uma projeção tridimensional - um resultado impressionante. Mas, na verdade, nem o apresentador via a repórter, nem a repórter via o apresentador. Eles olhavam para o nada.

Pode ser que, ainda assim, isso represente um grande "salto tecnológico" no jornalismo televisivo. Mas não deixa de ser uma farsa, já que em nenhum momento da transmissão a CNN deixou claro o que estava acontecendo.

No vídeo, depois de anunciar que os telespectadores veriam algo nunca antes visto na televisão, o apresentador diz que a equipe vai trazer a repórter "para dentro" do estúdio. E eis que surge a projeção. "Parece que você realmente está aqui", diz ele. Depois de passar algumas informações jornalísticas (ela cobria a contagem de votos na eleição presidencial), a repórter diz se sentir "como a princesa Léia" e explica que está dentro de uma tenda, cercada por câmeras. Vergonha alheia.









<<< Holograma em Guerra nas Estrelas
Repórter da CNN segue os passos da princesa Léia

O professor de física Hans Jürgen Kreuzer disse à CBCNews que se tratava, na realidade, de um tomograma, uma imagem capturada por todos os lados, reconstruída por computadores e apresentada na tela, enquanto hologramas são projetados no espaço.

Agora, resta esperar a versão abrasileirada do pseudo-holograma, que provavelmente estreará num conhecido programa de domingo à noite.

Humpf. Pelo menos as telas touchscreen são mais honestas.

MICROBLOGGING
Como um veículo jornalístico pode usar o Twitter?

O pessoal da BBC parece estar em dúvida. Em texto publicado no blog da rede britânica, o co-editor David Lee pede a opinião dos leitores e usuários sobre como usar o Twitter no site.

"(...) não queremos usar o Twitter apenas como um meio de dizer a vocês [leitores] que há um novo post - para isso serve nosso feed RSS.
Gostaríamos muito mais de usá-lo para finalidades mais úteis. O poblema é que não temos muita certeza de que finalidades são essas."
Tradução de parte do texto "What Shoud We Do With Our Twitter?", de David Lee

Até o momento, 12 leitores opinaram. Um deles sugere que o Twitter seja utilizado como um feed - já que não são todos os internautas que usam leitores de RSS. Outro, que ele continue sendo usado para comunicar mudanças e inovações no site. Outro, que a redação mostre, via Twitter, o processo de produção de notícias.

Outro usuário, com o qual vários concordam, sugere que Lee deixe de pensar o Twitter como uma grande ferramenta de difusão:

"Dave, use-o como o resto de nós - de várias formas, para anunciar coisas, para construir relações, para dar links para coisas legais, para dar umas risadas. Pare de pensar no Twitter como uma ferramenta de difusão e comece a ser parte da conversa."
Tradução do comentário do leitor lloyddavis

CONTEÚDO
Crie sua própria tirinha

No Make Beliefs Comix. É fácil e rápido. Você escolhe os personagens, seu "humor", coloca os balões, escreve os diálogos, e pronto. (Eita linguagem publicitária!)
Descobri o site no blog de Paulo Querido.

Minha estréia no fantástico mundo dos quadrinhos pretensamente críticos:

Traumas de graduação

REDES SOCIAIS
Site congrega pesquisadores do jornalismo

Dando uma olhada nos sites listados no meu Google Reader, descubro que Paul Bradshaw criou uma rede social direcionada a pesquisadores do jornalismo e acadêmicos da área: o Journalism Research.

E clicando aqui e ali, eu, newbie que sou, também descubro que existe um site em que os internautas podem criar sua própria rede social: www.ning.com (justamente o site usado por Bradshaw em sua referida empreitada).


E pensando um pouquinho, chego à conclusão (provavelmente atrasada) de que é impossível estar em todos os lugares interessantes da Web. Já perdi a conta de cadastros que fiz em sites por aí, cada um com uma proposta original e promissora, mas que acabam esquecidos em meio a tanta coisa.

Algumas confissões: não tenho paciência para Twitter, desencanei do MySpace, raramente entro no Facebook, pouco atualizo meu Orkut, há tempos não ouço a Last.fm e já perdi a senha do meu login no NewsCred (provavelmente ainda recuperável em algum e-mail perdido no infinito de mensagens do Gmail). Ah, meu lixo digital...

MINI-CLIPPING
A mídia e a eleição americana (II)

Eu diria que o tema vale uma tese. Mais sobre a eleição de Barack Obama e os usos da internet:


GigaBlog (do UOL Tecnologia)

Barack Obama, o presidente da Internet
O post traz alguns dados interessantes sobre a campanha de Obama na Web. Eu não sabia que ele tinha sua própria rede social, o site My Barack Obama.

"Join My.BarackObama, our online community with over a million members."


Poynter Online

Interactive Forms Give Power to Election Perspectives
Sara Quinn comenta as inovações em storytelling (narratividade?) e cita dois exemplos que lhe chamaram a atenção. Um deles é uma ferramenta interativa produzida pelo New York Times:
uma "nuvem de palavras" que convida o internauta a descrever seu humor em um adjetivo e exibe os termos mais freqüentes entre os usuários.



10000words.net

VIDEO: Time-lapse of The New York Times' election coverage
Slideshow que mostra as várias atualizações da home page do NYTimes.com das 12h de 04/11 às 13h do dia 05/11.


Online Journalism Blog

Elections08: Storytelling with public databases
O autor, Wilbert Baan, publica três ferramentas em flash atualizáveis que importam dados diretamente do Twitter. Em uma delas, o usuário seleciona uma ou mais palavras de um quadro, a ferramenta faz uma busca e traz uma postagem recente com o(s) termo(s) selecionado(s).

Escolhendo, por exemplo, as palavras "Obama", "Crisis" e "Muslim":

MINI-CLIPPING
A mídia e a eleição americana (I)

Um apanhado do que saiu nesta quarta (05), em alguns sites, sobre a eleição de Barack Obama, o uso da internet e o comportamento da mídia ao longo da campanha:


Jornalistas da Web



Portal Imprensa



Observatório da Imprensa

A vitória da internet
"Com a internet foi possível antecipar a vitória de Obama. Mas a internet não é apenas instrumento da cobertura eleitoral. Foi também o principal veículo de campanha – e seu uso inteligente talvez um dos segredos da vitória de Barack Obama."
Luciano Martins Costa, no texto "A vitória da internet"

O voto americano visto do Brasil
"Ficar em casa, aliás, é modo de dizer: dia de eleição é dia de trabalho – razão por que este ano milhões de americanos, muitos deles presumivelmente eleitores de Obama, enfrentaram horas de fila no domingo nos lugares que permitem o voto antecipado. O Estado de S.Paulo da segunda-feira trouxe uma boa matéria a respeito, descrevendo a situação numa seção eleitoral de Palm Beach, na Flórida."
Luis Weis, no texto "O voto americano visto do Brasil"



www.robbmontgomery.com

Best front pages from US election



The Editors Weblog

Kenya: Covering the election of Barack Obama
"The Daily Nation felt it was important to tell the story of Obama's campaign and victory from a Kenyan perspective, for example, the video footage section on the web edition not only includes Obama's speeches and footage of American reactions, there is also extensive coverage of the celebrations in Kenya following the result and reactions from Kenyan politicians. The small village of Kogelo in Western Kenya was at the heart of the Daily Nation's coverage and the site features interviews with Obama's grandmother and other members of his family who have had to rapidly get used to the media spotlight."
Katherine Thompson, no texto "Kenya: Covering the election of Barack Obama"


Journalism.co.uk

So was it the 'Blogs Wot Won It' for Barack?

"This was the year for multimedia to really come into its own. The public outside the electoral college had a chance to participate from afar. Many bloggers might not have had a vote, but they could be influential: by spreading round a Sarah Palin debate flow-chart, casting a vote on a remote voting map, or putting a supporting button onto their sites (the online version of the rosette)."

CNN.com sees 400 per cent traffic spike by Tuesday afternoon
CNN.com Live (with has four simultaneous live streams), had generated 1.6 million views domestically and internationally - seven times higher than an average full day.


The Big Money

The Media-Go-Round Stops - The election is over. What happens to the political press?


"The most intriguing future rests with the new Internet upstarts. Many new sites have emerged from this election, but the Huffington Post and Politico have particularly secured their positions among the digi-elite. According to Compete.com, a Web-visit-tracking site, Huffington is topping 5 million unique visitors a month, and Politico is topping 3 million. But almost all of that traffic is still a result of the horse race, and that bubble will soon pop. After the 2004 race, then-emerging political force Wonkette reportedly lost 40 percent of its audience."
The Media-Go-Round Stops"


OJR

What can news publishers learn from the Obama campaign?

"Here's my suggestion, whether you work at a newspaper or a hyperlocal start-up: Read Exley' story. Then find a few local Obama campaign leaders and take 'em out for coffee or lunch. Tell them what you are doing and ask about how they built their connections within the community. Learn how you can build a passionate loyal following among new (and newly energized) voters, as well as among local businesses."

INOVAÇÕES
Eleição americana :: Canal do Youtube traz vídeos feitos por eleitores


O canal Video your vote do Youtube traz vídeos feitos por norte-americanos sobre o processo de eleição local. Estão disponíveis 338 vídeos, divididos nas categorias "early voting", "notable voter", "voting perspectives", "voting intimidation", "polling place problems" e "registration problems". O projeto é resultado de uma parceria do Youtube com a emissora PBS.

Mais sobre a mídia e a eleição americana:

US: Obama's campaign: a model for newsrooms
(The Editors Weblog)

US: New media boost from Presidential election (The Editors Weblog)

US election coverage - who's making the most of the web?
(Online Journalism Blog)

MINI-CLIPPING
iG reformula seu canal de jornalismo colaborativo

Do Portal Imprensa, em 03/11/08:

Portal iG reformula "Minha Notícia", canal de jornalismo colaborativo

Redação Portal IMPRENSA

Nesta segunda-feira (3), o Portal iG lançou a versão reformulada do canal de jornalismo colaborativo "Minha Notícia". Com novas ferramentas, como a assinatura via RSS, tags para assuntos mais noticiados e rankings dos colaboradores mais ativos, das notícias mais lidas e das regiões do Brasil com maior participação, a intenção é ampliar a participação do internauta, que agora poderá enviar também fotos, vídeos e arquivos de áudio. (...) texto completo
Ranking de notícias mais lidas no canal às 17h de 03/11/08 >>>

VÍDEO
O que você gostaria que acontecesse
antes que este dia acabe?

50 pessoas respondem.
Um simpático mini-documentário disponível na Web [em inglês]:


Fifty People, One Question: New Orleans from Benjamin Reece on Vimeo.