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INOVAÇÕES
Google "rastreia" surtos de gripe nos EUA

O Google lançou neste mês a ferramenta Google Flu Trends, que rastreia expressões de busca relacionadas à gripe ("sintomas", "gripe", "termômetro" etc.) e, com base nelas, gera mapas e gráficos capazes de apontar a distribuição de casos e surtos da doença.

Encontramos uma forte relação entre o número de pessoas que pesquisam por tópicos relacionados à gripe e o número de pessoas que realmente têm sintomas da doença. Claro que nem toda pessoa que pesquisa por "gripe" está doente, mas surge um padrão quando se juntam as queries de pesquisa ligadas à gripe em cada estado e região. Comparamos nossos resultados de pesquisa com dados do sistema gerido pelos Centros para Prevenção e Controle de Doenças (CDC) e notamos que certas expressões de busca tendem a ser mais freqüentes exatamente quando há uma temporada de gripe. Contando o número de vezes que aparecem essas expressões, podemos estimar como a gripe está circulando em várias regiões dos Estados Unidos."
Parágrafo do texto "How does this work?", do Google

Segundo matéria do The New York Times, traduzida e publicada pelo UOL Mídia Global, testes apontam que a ferramenta é "capaz de detectar surtos regionais de gripe uma semana a 10 dias antes de serem informados pelos Centros para Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC)". Para rastrear os surtos de gripe, essas instituições recorrem a vários métodos - entre eles, a observação de pacientes por um grupo de 1.500 médicos, que colhem dados e os repassam aos Centros.

Segundo especialistas ouvidos pelo NYT, a ferramenta pode "ajudar a acelerar a resposta de médicos, hospitais e autoridades de saúde pública a uma temporada mais grave de gripe".

Gráfico e mapa gerados pela ferramenta Google Flu Trends.
No Mississippi, "flu activity" moderada em 16 de novembro de 2008.

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