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ANÁLISE
A dupla personalidade de Mr. Google

O Google é ao mesmo tempo bom e mau, uma co-produção Orwell-Disney. É o que conclui o historiador Andrew Kenn no texto Will life on planet Google be a nightmare or a dream?, publicado nesta segunda (27) no site do jornal britânico The Independent.

Ao mesmo tempo em que a gigante companhia quer ser uma facilitadora, organizando informações para o cidadão comum (como, talvez, um herói coletivo e simpático de um filme poliano da Disney), ela reúne dados de uma tal maneira que seu controle seria o sonho de qualquer proto-ditador com fantasias de Grande Irmão.

Kenn, um crítico da cibercultura [veja, por exemplo, esta entrevista publicada na revista Época], toma como exemplo os subtítulos que acompanham o livro Planet Google, de Randall Stross, nos EUA e na Inglaterra: respectivamente, One Company's Audacious Plan To Organize Everything We Know [O audacioso plano de uma companhia para organizar tudo o que conhecemos] e How One Company is Transforming our Lives [Como uma companhia está transformando nossas vidas]. Para o historiador, o primeiro tem um tom "animador", enquanto o segundo é um tanto "agourento".

Para o autor Randall Stross, escreve Kenn, o Google está além do bem e do mal. A companhia quer mesmo organizar toda a informação disponível. Eric Schmidt, CEO do Google, prevê que, em 300 anos, 100% dela estará indexada pelo mega-buscador. Hoje, essa taxa está entre 2% e 3%.

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