
Vi, na quinta passada, a fotografia premiada como melhor do ano pelo Fundo das Nações Unidas pela Infância (Unicef). A imagem, de autoria da belga Alice Smeets, mostra uma menina em uma favela em Porto Príncipe, no Haiti. Pensei em postar algo aqui, mas achei que não "caberia" no espírito do blog - mais direto, pragmático e neutro, segundo minhas ilusões de autora.
Mas, dias depois, com a lembrança da imagem ainda na cabeça, decido postá-la e comentar que há muito mais nela do que pobreza, dois porcos e uma garota de vestido branco. Porque é isso o que vemos: a contradição do ambiente com a roupa da menina, talvez de festa. E festa lembra alegria, que não combina com pobreza, certo?
As coisas não são bem assim. Talvez tudo o que a menina esteja vendo é seu vestido e a ocasião para a qual ela o veste - uma festa de aniversário, um casamento, um feriado, uma brincadeira ou a mera vontade de vesti-lo.
Ela provavelmente não vê o ambiente em que está como nós o vemos, triste e inabitável. Nossa narrativa, de espectadores fora da situação, tende a colocar a pobreza em primeiro plano. Na dela, de participante, é a ocasião do vestido branco que está em destaque.
Mas, de novo, eu estou de fora, e tudo isso é uma hipótese.
Faz sentido?
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Sutsk...
Há 37 minutos
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