Spiga

MICROBLOGGING
Como um veículo jornalístico pode usar o Twitter?

O pessoal da BBC parece estar em dúvida. Em texto publicado no blog da rede britânica, o co-editor David Lee pede a opinião dos leitores e usuários sobre como usar o Twitter no site.

"(...) não queremos usar o Twitter apenas como um meio de dizer a vocês [leitores] que há um novo post - para isso serve nosso feed RSS.
Gostaríamos muito mais de usá-lo para finalidades mais úteis. O poblema é que não temos muita certeza de que finalidades são essas."
Tradução de parte do texto "What Shoud We Do With Our Twitter?", de David Lee

Até o momento, 12 leitores opinaram. Um deles sugere que o Twitter seja utilizado como um feed - já que não são todos os internautas que usam leitores de RSS. Outro, que ele continue sendo usado para comunicar mudanças e inovações no site. Outro, que a redação mostre, via Twitter, o processo de produção de notícias.

Outro usuário, com o qual vários concordam, sugere que Lee deixe de pensar o Twitter como uma grande ferramenta de difusão:

"Dave, use-o como o resto de nós - de várias formas, para anunciar coisas, para construir relações, para dar links para coisas legais, para dar umas risadas. Pare de pensar no Twitter como uma ferramenta de difusão e comece a ser parte da conversa."
Tradução do comentário do leitor lloyddavis

CONTEÚDO
Crie sua própria tirinha

No Make Beliefs Comix. É fácil e rápido. Você escolhe os personagens, seu "humor", coloca os balões, escreve os diálogos, e pronto. (Eita linguagem publicitária!)
Descobri o site no blog de Paulo Querido.

Minha estréia no fantástico mundo dos quadrinhos pretensamente críticos:

Traumas de graduação

REDES SOCIAIS
Site congrega pesquisadores do jornalismo

Dando uma olhada nos sites listados no meu Google Reader, descubro que Paul Bradshaw criou uma rede social direcionada a pesquisadores do jornalismo e acadêmicos da área: o Journalism Research.

E clicando aqui e ali, eu, newbie que sou, também descubro que existe um site em que os internautas podem criar sua própria rede social: www.ning.com (justamente o site usado por Bradshaw em sua referida empreitada).


E pensando um pouquinho, chego à conclusão (provavelmente atrasada) de que é impossível estar em todos os lugares interessantes da Web. Já perdi a conta de cadastros que fiz em sites por aí, cada um com uma proposta original e promissora, mas que acabam esquecidos em meio a tanta coisa.

Algumas confissões: não tenho paciência para Twitter, desencanei do MySpace, raramente entro no Facebook, pouco atualizo meu Orkut, há tempos não ouço a Last.fm e já perdi a senha do meu login no NewsCred (provavelmente ainda recuperável em algum e-mail perdido no infinito de mensagens do Gmail). Ah, meu lixo digital...

MINI-CLIPPING
A mídia e a eleição americana (II)

Eu diria que o tema vale uma tese. Mais sobre a eleição de Barack Obama e os usos da internet:


GigaBlog (do UOL Tecnologia)

Barack Obama, o presidente da Internet
O post traz alguns dados interessantes sobre a campanha de Obama na Web. Eu não sabia que ele tinha sua própria rede social, o site My Barack Obama.

"Join My.BarackObama, our online community with over a million members."


Poynter Online

Interactive Forms Give Power to Election Perspectives
Sara Quinn comenta as inovações em storytelling (narratividade?) e cita dois exemplos que lhe chamaram a atenção. Um deles é uma ferramenta interativa produzida pelo New York Times:
uma "nuvem de palavras" que convida o internauta a descrever seu humor em um adjetivo e exibe os termos mais freqüentes entre os usuários.



10000words.net

VIDEO: Time-lapse of The New York Times' election coverage
Slideshow que mostra as várias atualizações da home page do NYTimes.com das 12h de 04/11 às 13h do dia 05/11.


Online Journalism Blog

Elections08: Storytelling with public databases
O autor, Wilbert Baan, publica três ferramentas em flash atualizáveis que importam dados diretamente do Twitter. Em uma delas, o usuário seleciona uma ou mais palavras de um quadro, a ferramenta faz uma busca e traz uma postagem recente com o(s) termo(s) selecionado(s).

Escolhendo, por exemplo, as palavras "Obama", "Crisis" e "Muslim":

MINI-CLIPPING
A mídia e a eleição americana (I)

Um apanhado do que saiu nesta quarta (05), em alguns sites, sobre a eleição de Barack Obama, o uso da internet e o comportamento da mídia ao longo da campanha:


Jornalistas da Web



Portal Imprensa



Observatório da Imprensa

A vitória da internet
"Com a internet foi possível antecipar a vitória de Obama. Mas a internet não é apenas instrumento da cobertura eleitoral. Foi também o principal veículo de campanha – e seu uso inteligente talvez um dos segredos da vitória de Barack Obama."
Luciano Martins Costa, no texto "A vitória da internet"

O voto americano visto do Brasil
"Ficar em casa, aliás, é modo de dizer: dia de eleição é dia de trabalho – razão por que este ano milhões de americanos, muitos deles presumivelmente eleitores de Obama, enfrentaram horas de fila no domingo nos lugares que permitem o voto antecipado. O Estado de S.Paulo da segunda-feira trouxe uma boa matéria a respeito, descrevendo a situação numa seção eleitoral de Palm Beach, na Flórida."
Luis Weis, no texto "O voto americano visto do Brasil"



www.robbmontgomery.com

Best front pages from US election



The Editors Weblog

Kenya: Covering the election of Barack Obama
"The Daily Nation felt it was important to tell the story of Obama's campaign and victory from a Kenyan perspective, for example, the video footage section on the web edition not only includes Obama's speeches and footage of American reactions, there is also extensive coverage of the celebrations in Kenya following the result and reactions from Kenyan politicians. The small village of Kogelo in Western Kenya was at the heart of the Daily Nation's coverage and the site features interviews with Obama's grandmother and other members of his family who have had to rapidly get used to the media spotlight."
Katherine Thompson, no texto "Kenya: Covering the election of Barack Obama"


Journalism.co.uk

So was it the 'Blogs Wot Won It' for Barack?

"This was the year for multimedia to really come into its own. The public outside the electoral college had a chance to participate from afar. Many bloggers might not have had a vote, but they could be influential: by spreading round a Sarah Palin debate flow-chart, casting a vote on a remote voting map, or putting a supporting button onto their sites (the online version of the rosette)."

CNN.com sees 400 per cent traffic spike by Tuesday afternoon
CNN.com Live (with has four simultaneous live streams), had generated 1.6 million views domestically and internationally - seven times higher than an average full day.


The Big Money

The Media-Go-Round Stops - The election is over. What happens to the political press?


"The most intriguing future rests with the new Internet upstarts. Many new sites have emerged from this election, but the Huffington Post and Politico have particularly secured their positions among the digi-elite. According to Compete.com, a Web-visit-tracking site, Huffington is topping 5 million unique visitors a month, and Politico is topping 3 million. But almost all of that traffic is still a result of the horse race, and that bubble will soon pop. After the 2004 race, then-emerging political force Wonkette reportedly lost 40 percent of its audience."
The Media-Go-Round Stops"


OJR

What can news publishers learn from the Obama campaign?

"Here's my suggestion, whether you work at a newspaper or a hyperlocal start-up: Read Exley' story. Then find a few local Obama campaign leaders and take 'em out for coffee or lunch. Tell them what you are doing and ask about how they built their connections within the community. Learn how you can build a passionate loyal following among new (and newly energized) voters, as well as among local businesses."

INOVAÇÕES
Eleição americana :: Canal do Youtube traz vídeos feitos por eleitores


O canal Video your vote do Youtube traz vídeos feitos por norte-americanos sobre o processo de eleição local. Estão disponíveis 338 vídeos, divididos nas categorias "early voting", "notable voter", "voting perspectives", "voting intimidation", "polling place problems" e "registration problems". O projeto é resultado de uma parceria do Youtube com a emissora PBS.

Mais sobre a mídia e a eleição americana:

US: Obama's campaign: a model for newsrooms
(The Editors Weblog)

US: New media boost from Presidential election (The Editors Weblog)

US election coverage - who's making the most of the web?
(Online Journalism Blog)

MINI-CLIPPING
iG reformula seu canal de jornalismo colaborativo

Do Portal Imprensa, em 03/11/08:

Portal iG reformula "Minha Notícia", canal de jornalismo colaborativo

Redação Portal IMPRENSA

Nesta segunda-feira (3), o Portal iG lançou a versão reformulada do canal de jornalismo colaborativo "Minha Notícia". Com novas ferramentas, como a assinatura via RSS, tags para assuntos mais noticiados e rankings dos colaboradores mais ativos, das notícias mais lidas e das regiões do Brasil com maior participação, a intenção é ampliar a participação do internauta, que agora poderá enviar também fotos, vídeos e arquivos de áudio. (...) texto completo
Ranking de notícias mais lidas no canal às 17h de 03/11/08 >>>

VÍDEO
O que você gostaria que acontecesse
antes que este dia acabe?

50 pessoas respondem.
Um simpático mini-documentário disponível na Web [em inglês]:


Fifty People, One Question: New Orleans from Benjamin Reece on Vimeo.

WEB
Ódiokut :: Quando uma rede social é usada para propagar a violência

Assim como o papai adotivo Google, o pequeno Orkut também sofre do transtorno de dupla personalidade. Sim, você pode se conectar a amigos, conhecer novas pessoas, trocar idéias em comunidades. E, sim, também é possível criar um perfil falso e propagar o ódio contra qualquer coisa ou qualquer grupo de pessoas - sem, digamos, correr muitos riscos de ser penalizado pela justiça.

Eu sempre soube que havia esses grupos violentos no Orkut. Mas notei mais profundamente a gravidade disso há pouco tempo, depois de ler o post "Donos de mulheres S.A." no blog Escreva Lola Escreva (muito bom, por sinal). O texto comenta algumas manifestações chocantes, postadas no Orkut, em favor de Lindemberg Alves, que seqüestrou a matou a ex-namorada Eloá em Santo André (SP). O tópico "quem sou eu" do perfil do criminoso, agora "administrado" pelo primo, é de embrulhar o estômago. E não menos aversivas são as comunidades que tentam justificar o crime com base em argumentos machistas e misóginos.

Sem palavras. É de uma violência sem tamanho, dirigida explicitamente a Eloá, mas que atinge a todas as mulheres. São comunidades que chegam a congregar milhares de pessoas, embora boa parte delas esteja lá para discordar dos criadores e defensores do grupo.

Muitos dizem denunciar essas comunidades no próprio Orkut. Mas elas continuam lá, pregando covardemente o ódio e a violência contra mulheres, nordestinos, negros, homossexuais. Deletá-las seria atentar contra a liberdade de expressão? É uma questão complexa, mas acho que cair num relativismo sem limites é perigoso demais. Deletá-las ajudaria a combater o preconceito que está por trás dessas manifestações? Sinceramente, não sei.

Fica a tristeza e a revolta.



Fiz uma busca no Google Scholar por artigos acadêmicos sobre o Orkut. Encontrei um muito interessante: A auto-regulação interna do Orkut pelos usuários (pdf), de Flávia Ataide Pithan e Maria Isabel Timm, publicado na revista Interin, da Universidade Tuiuti do Paraná. Um pequeno trecho:

"Devido à falta desse controle severo, muitas comunidades que não deveriam existir segundo as regras definidas pelo site podem ser encontradas. Apresentam conteúdo racista, neonazista e terrorista, como já citado anteriormente. Apóiam o crime, a contravenção, o uso de drogas e a barbárie. O controle destas comunidades, que idealmente deveria ser realizado pelo criador do site ou uma equipe destinada para isto, muitas vezes tem sido executado pelos próprios membros da rede, os quais se unem para eliminar usuários que abusam da liberdade proporcionada pelos motivos já citados. Apesar disso, as comunidades censuradas encontram meios de despistar a repressão utilizando nomes mascarados. Quando são excluídas da rede, voltam com novo nome e seguem apoiando e divulgando as mesmas idéias anteriores."

ANÁLISE
A dupla personalidade de Mr. Google

O Google é ao mesmo tempo bom e mau, uma co-produção Orwell-Disney. É o que conclui o historiador Andrew Kenn no texto Will life on planet Google be a nightmare or a dream?, publicado nesta segunda (27) no site do jornal britânico The Independent.

Ao mesmo tempo em que a gigante companhia quer ser uma facilitadora, organizando informações para o cidadão comum (como, talvez, um herói coletivo e simpático de um filme poliano da Disney), ela reúne dados de uma tal maneira que seu controle seria o sonho de qualquer proto-ditador com fantasias de Grande Irmão.

Kenn, um crítico da cibercultura [veja, por exemplo, esta entrevista publicada na revista Época], toma como exemplo os subtítulos que acompanham o livro Planet Google, de Randall Stross, nos EUA e na Inglaterra: respectivamente, One Company's Audacious Plan To Organize Everything We Know [O audacioso plano de uma companhia para organizar tudo o que conhecemos] e How One Company is Transforming our Lives [Como uma companhia está transformando nossas vidas]. Para o historiador, o primeiro tem um tom "animador", enquanto o segundo é um tanto "agourento".

Para o autor Randall Stross, escreve Kenn, o Google está além do bem e do mal. A companhia quer mesmo organizar toda a informação disponível. Eric Schmidt, CEO do Google, prevê que, em 300 anos, 100% dela estará indexada pelo mega-buscador. Hoje, essa taxa está entre 2% e 3%.

INTERNET
Imagem e reputação no meio digital

Sua empresa pisou na bola com um cliente? Se ele for um usuário de internet, talvez com um blog e um perfil numa rede social, o "caso isolado" pode se tornar causa coletiva.

Sobre a capacidade de amplificação da Web:

PESQUISA
Como os blogs influenciam a prática jornalística

O jornalista norte-americano Paul Bradshaw publicou no Online Journalism Blog os resultados de um levantamento sobre a percepção dos jornalistas em relação ao uso dos blogs. Links para os resultados e análises [em inglês]:

pt 1. Context and methodology
200 jornalistas blogueiros, de 30 países, responderam à pesquisa de Bradshaw. Mais da metade é da América do Norte. Cerca de 50% atua no jornalismo impresso; cerca de um terço, no meio on-line.

pt 2. Blogs and news ideas: "The canary in the mine"

"There is evidence of an increasing disintermediation of the editor’s role - understandably, as the editorial role of determining the reader’s identity and needs is undermined when writers, through their blogs, have a closer, more immediate and reliable access to that information."

pt 3. Blogs and story research: "We swapped info"
"As highlighted previously, blogging journalists report finding it easier to find sources who don’t come from a government agency or professional association, and to keep up with events they are not participating in.
(...)
But for some the pressure to publish meant more reliance on rumours, and less rigorous research, with the onus placed on blog readers to clarify and fact-check."

pt 4. Blogs and news production: "I think in hyperlinks, even when working in print"
"Perhaps the most significant change was in the way that blogs provided a platform for stories or detail that would otherwise not make the print or broadcast version at all. Respondents talked of augmenting coverage that 'would otherwise fall in the cracks', of pieces that were interesting, but wouldn’t merit space in the paper, or that use elements that “don’t necessarily fit into the rigid lengths of radio pieces.'"

pt 5. Post-publication: "You've got to be ready for that conversation"
"The ability to enter into correspondence with users, to fix errors and post updates were frequently identified as changing journalistic work, turning on its head Lowrey’s sugestion that bloggers 'often emphasise immediacy and opinion at the expense of accuracy' (2006) and that journalism would protect itself by focusing on editing; responses suggest that, conversely, journalists are relying on commenters to contribute to the editing process."

INOVAÇÕES
Documentário interativo associa conteúdo extra a momentos do vídeo principal

Para quem se interessa pelas novas e possíveis formas de se contar uma história na Web, vale dar uma olhada no documentário Nação Palmares, assinado por vários jornalistas e disponível no site da Agência Brasil.

Em certos momentos do vídeo principal, surgem ícones na tela para outros vídeos e textos relacionados ao tema tratado naqueles instantes. Se o usuário clicar, o vídeo principal é pausado e surge uma caixa com o conteúdo extra. Depois, volta-se facilmente à história principal, do ponto onde se parou.

Também é possível acessar esses conteúdos a partir de botões no canto direito superior. Não sei se é porque estou acostumada a assistir a vídeos de forma "linear", mas prefiro essa opção "sob demanda", mais tradicional: ver o vídeo principal primeiro e, depois, acessar os outros conteúdos.

Mas a idéia de associar visualmente esses conteúdos aos momentos do vídeo a que estão vinculados é muito interessante, pois contextualiza. Pena que os ícones não dêem muita idéia do conteúdo que abrem. Fiquei pensando e achei que trocar esses ícones por pequenas chamadas do material extra na caixa cinza à direita seria uma boa alternativa. Mas talvez o movimento e a troca de conteúdo na caixa incomodassem o usuário. A se pensar.

CONTEÚDO
Veículos jornalísticos na Web começam a dar links para concorrentes

Alguns sites jornalísticos norte-americanos estão deixando de lado o princípio de se evitar a todo custo mandar o internauta para a concorrência. Segundo texto publicado pelo NYTimes.com, veículos como o Washington Post, a NBC e o próprio NYT começam a criar áreas com links para materiais de fora.

Veja, por exemplo, o Political Browser do Washington Post. O site traz um box com links para artigos de outros veículos na internet, como o New York Times, o Los Angeles Times e o Financial Times. >>>

"(...) Há anos os sites de jornais, redes de TV e revistas têm hesitado em dar links para outras fontes na Web, pois, como manda a lógica, eles querem manter os usuários em seus próprios sites. Maior número de page views internos e maior tempo de navegação por usuário podem significar maior receita publicitária.

Scott Karp [do projeto Publish2] argumenta que o Google, líder de buscas na Web, refuta diretamente essa lógica. "Ele manda as pessoas para outros sites e faz um trabalho tão bom que elas acabam sempre voltando", diz. (...)"

Tradução de trecho do artigo Mainstream News Outlets Start Linking to Other Sites, do NYTimes.com

Em artigo publicado no site Publishing 2.0 sobre o tema, Scott Karp diz que esse novo comportamento pode alterar o atual estado de poder na Web. Imagine os veículos jornalístico entrando no "jogo do link" protagonizado por sites como Yahoo! e Google, propõe Karp.

Vale lembrar, por outro lado, que esse novo "movimento" (se é que podemos chamar assim) acontece no campo do jornalismo. Portanto, pressupõe edição, enquanto Google e Yahoo! trabalham principalmente com códigos automatizados.

WORLD WIDE...
ERRATA :: Um pouco sobre o webjornalismo africano

Diferentemente do que eu havia publicado originalmente, o artigo Africa News Empowers Citizens to Report Online não foi escrito por Mark Glaser, e sim pela ativista Sokari Ekine. O texto foi corrigido em 19/10/2008.

WORLD WIDE...
Um pouco sobre o webjornalismo africano


"... queremos mostrar que a África é mais do que têm mostrado
os clichês existentes."

A frase acima aparece no texto sobre a "missão" do portal AfricaNews.com, lançado há alguns meses por iniciativa de dois jornalistas holandeses e um empresário. O site publica notícias e materiais produzidos por repórteres (freelancers independentes, em sua maioria) distribuídos pelo continente.

O portal existe em "contraste com a mídia ocidental, que costuma ser altamente seletiva quanto às notícias sobre a África", escreve a ativista nigeriana Sokari Ekine em texto dedicado ao AfricaNews no blog MediaShift: Africa News Empowers Citizens to Report Online. Segundo Ekine, o portal é um "projeto ambicioso", atualmente com 250 repórteres, distribuídos por 32 países.

Em seu texto, a ativista faz um pequeno histórico dos portais noticiosos na África. Um dos primeiros, lançado na década de 90, foi o Nigeriaworld.

Em termos financeiros, o AfricaNews conta principalmente com parcerias firmadas com empresas e agências que prestam assistência no continente. Em troca de apoio, os repórteres do site produzem conteúdo para esses parceiros. Para Ekine, esse é um ponto fraco: "eu gostaria de ver alguns dos repórteres locais investigando esses parceiros e avaliando de forma independente seus projetos, em vez de simplesmente coletar textos, fotos e vídeos". Sim, ela tem razão. Mas quando os recursos são escassos, falar é fácil.

De qualquer forma, o site vale como alternativa aos veículos ocidentais e dá voz a pessoas do próprio continente. Mas uma voz em inglês - língua que, num continente de variados idiomas e dialetos, aparece principalmente como uma forma de falar para os de fora. Ao que tudo indica, o público interno não é prioridade.

DESIGN
UOL reformula home page

Hoje, a home page do portal UOL amanheceu de cara nova:


Em texto publicado no portal sobre a reformulação, a redação do UOL diz que a nova home tem um design mais limpo e arejado, com letras maiores e "uso prioritário da cor branca". Diz ainda que "uma nova mudança está sendo preparada para 2009, em que a divisão de espaço entre logotipo e botões fixos, área editorial e espaço publicitário será alterada".

Por enquanto, a home page continua com duas colunas de anúncios do Shopping UOL, do lado direito. Essas áreas de anúncios têm incomodado parte do público do portal desde o ano passado. A ombudsman do UOL escreveu sobre isso em seu blog há pouco mais de um ano, no post "Conteúdo Espremido".

Além da área de notícias, informa a redação, as áreas de Esporte e Entretenimento passam a ter "espaço cativo".

O portal traz um infográfico sobre a reformulação da home page e um grupo de discussão onde os leitores podem deixar suas opiniões sobre as mudanças. Como é normal, alguns elogiam, outros criticam e uma minoria se revolta.

ÉTICA
Jornalistas e fontes podem ser amigos em redes sociais?

Você é jornalista, e uma de suas fontes lhe envia um friend request no Facebook ou no Orkut. Aceitar seria desrespeitar o princípio do distanciamento entre jornalistas e fontes? Ou os vínculos online não equivalem às amizades fora da Web?

O texto To Friend or Not to Friend?, escrito pelo jornalista Steven Mendoza e publicado no site da revista American Journalism Review, discute justamente essas questões. Mas não espere uma conclusão taxativa sobre o que deve ou não ser feito. Afinal, não existem regras para amizades de jornalistas em redes sociais.

O colunista Stuart Leavenworth, um dos profissionais ouvidos por Mendoza, tem deixado os convites de fontes na lista de espera do Facebook. Como jornalista, ele prefere manter uma certa distância de figuras públicas e outras fontes com as quais lida regularmente. Leavenworth também diz sentir um certo incômodo em saber que essas fontes podem ter acesso às suas informações pessoais no site.

Já para a repórter Dara Kam, do jornal Palm Beach Post, não há implicações éticas em ter fontes na lista de amigos em seu perfil. Segundo ela, os sites de relacionamento podem até ajudar na interação entre os jornalistas e suas fontes.

REDES SOCIAIS
Visíveis vínculos virtuais

Vídeo em que o professor José Luis Orihuela, da Universidade de Navarra (Espanha), organiza algumas idéias sobre redes sociais:

El profesor de la Universidad de Navarra José Luis Orihuela analiza la situación actual de las redes sociales en Internet, con el caso concreto de Facebook, aprovechando la visita a la Universidad de su fundador, Mark Zuckerberg.

FUTURO DA PROFISSÃO
Um mundo de marketing? Um mundo de frilas?

Um mundo mais online do que o atual, em que os jornalistas terão de trabalhar para vários veículos. Um mundo de marketing pessoal e de frilas, sejam eles fixos ou eventuais. Segundo o painel de discussão The Changing World of Journalism, realizado neste mês na Universidade Maryland-College Park (EUA), esse é um cenário futuro bem provável para a profissão.

Os jornalistas terão de "atuar em um mundo no qual terão de fazer contínuo marketing de si mesmos para múltiplos veículos", escreve o jornalista John Kirch no artigo A look into journalism's future (Examiner.com), que resume as principais idéias apresentadas no painel. Nesse contexto, o jornalista precisará saber criar e cultivar sua própria marca pessoal. Para a jornalista Amar Bakshi, repórter do WashingtonPost.com, a internet é um ótimo espaço para isso.

Futuro do jornalismo impresso
Segundo Leslie Walker, professora visitante da Universidade de Maryland e participante do painel, os jornais impressos tendem a deixar de ser fontes diárias de notícias e passarão a se concentrar em análises, ao estilo do que é feito por revistas semanais.

A tendência é de que as notícias diárias e mais quentes sejam veiculadas cada vez mais na internet. Com isso, é provável que os impressos mantenham suas edições de domingo, "especiais", e reduzam - ou interrompam - a circulação em dias de semana.